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sábado, abril 29, 2006
 
[spook dawn]

unfinished sympathy

massive attack

[with shara nelson]


i know that i've been mad in love before
and how it could be with you
really hurt me baby, really cut me baby
how can you have a day without a night
you're the book that I have opened
and now i've got to know much more

the curiousness of your potential kiss
has got my mind and body aching
really hurt me baby, really cut me baby
how can you have a day without a night
you're the book that I have opened
and now I've got to know much more

like a soul without a mind
in a body without a heart
i'm missing every part


 
[ex-estranho]

[paulo leminski]

acordei e me olhei no espelho
ainda a tempo de ver
meu sonho virar pesadelo


quinta-feira, abril 27, 2006
 

nesta data, em 1896, nascia wallace carothers , o químico americano que desenvolveu o nylon.

carothers, que sofria de distúrbio bipolar, se casou com helen sweetman, sua colega na dupont, onde trabalhava, em 1936. um ano depois, cometeu suicídio, deixando a mulher grávida de dois meses - algo que ele não sabia.


 

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about

i'm worse at what i do best
and for this gift i feel blessed
...
i found it hard, it was hard to find
oh well, whatever, nevermind

[words by kurdt. pic by dear mama]


 
caro diário : noite errada

o gorducho, no balcão do boteco, ao meu lado, pede:

um cheese-egg-bacon.

faz questão de traduzir para o balconista com cara de nordestino [antipático que só uma porra]:

queijo, ovos, bacon. nada de salada.

acrescenta:

pode caprichar no queijo!

enquanto isso, na mesa ao lado, a hippie saltitante conversa com o cara sebento, de óculos de aro grosso e dreadlocks, que lê para ela poesias do "livro sobre nada", de manoel de barros.

ela se levanta para ver o replay de um lance do jogo do corinthians contra o river plate, e outro dos balconistas exclama:

óia que princesa!

então o gorducho apalermado grita para o balconista antipático que só uma porra:

maionese!

ao receber a dádiva, o gorducho passa a bater no balcão uma coisa que parece um tubo de cola, e lambuza seu sanduíche, obstinadamente, com aquela gosma abençoada.


quarta-feira, abril 26, 2006
 

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...

a série o homem mais solitário do mundo - que gosta de ser o homem mais solitário do mundo, que o allan sieber tem publicado na folha aos domingos está sensacional.

esta aí de cima é de domingo passado.


 
caro diário : razões para odiar a humanidade

hoje, como de costume, antes de seguir para o mezanino, fui à casa do pão de queijo na rua aurora, para o prosaico ritual de tomar café lendo o jornal.

deixei o jornal e uma garrafa de água cheia no meu canto favorito do balcão, perto da rua, e me desloquei alguns centímetros para pegar um banco.

foram alguns segundos.

mas foi o bastante para que um cretino, de barba, terno e gravata, chegasse, ocupasse o lugar no balcão, e pegasse o jornal.

tomei o jornal de volta, claro.

ele não pediu desculpas, não me disse nada.

mas disse para a pessoa que o acompanhava:

pensei que tivesse sido uma pessoa européia que costuma deixar o jornal nos lugares para que outras pessoas leiam.

por todos os deuses, por que deixei o machado em casa?


segunda-feira, abril 24, 2006
 
google´s quote of the day

the man of knowledge must be able not only to love his enemies but also to hate his friends.

friedrich nietzsche


quinta-feira, abril 20, 2006
 

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life is a pigsty

morrissey

it’s the same old s.o.s.
but with brand new broken fortunes
and once again i turn to you
once again i do i turn to you

it’s the same old s.o.s.
but with brand new broken fortunes
i’m the same underneath
but this you, you surely knew

life is a pigsty
life is a pigsty
life is a pigsty
life is a pigsty
life, life is a pigsty
life, life is a pigsty
life, life is a pigsty
life is a pigsty

and if you don’t know this
then what do you know?
every second of my life i only live for you
and you can shoot me
and you can throw me off a train
i still maintain
i still maintain

life, life is a pigsty
life is a pigsty

and i’d been shifting gears all along my life
but i’m still the same underneath
this you surely knew
i can’t reach you
i can’t reach you
i can’t reach you anymore

can you please stop time?
can you stop the pain?
i feel too cold
and now i feel too warm again
can you stop this pain?
can you stop this pain?
even now in the final hour of my life
i’m falling in love again
again
even now in the final hour of my life
i’m falling in love again
again
again
again
i’m falling in love again
again
again
again


quarta-feira, abril 19, 2006
 

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não sei quanto às outras pessoas, mas quando me abaixo para colocar os sapatos de manhã, penso, deus todo-poderoso, o que mais agora? a vida me fode, não nos damos bem. tenho que comê-la pelas beiradas, não tudo de uma vez só. é como engolir baldes de merda. não me surpreende que os hospícios e as cadeias estejam cheios e que as ruas estejam cheias. gosto de olhar os meus gatos, eles me acalmam, eles me fazem sentir bem. mas não me coloque em uma sala cheia de humanos. nunca faça isso comigo. especialmente numa festa. não faça isso.

charles bukowski

13.09.1991, 17h28

em

o capitão saiu para o almoço e os marinheiros tomaram conta do navio

ilustração de robert crumb

tradução de bettina gertum becker


 
note to self : departure

de quantos "sinais" preciso ainda pra tomar vergonha na cara e simplesmente ir embora?

pessoas vão embora, não vão?


segunda-feira, abril 17, 2006
 

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livros : canções

escrevo livros porque não posso escrever música e não é tão importante sobre o que é o livro, mas os tons e as notas que os personagens e as situações me permitem atingir. acho que esses personagens me permitem fazer o tipo de música em que estou interessado. é verdade que eles tendem a ser um pouco perdidos e solitários mas também eles abrem espaço para o humor.

...

acho que há algumas coisas em "alta fidelidade", o tipo de indecisão e a falta de direção de algumas pessoas modernas em determinada idade. não tenho certeza de já ter lido muita coisa que falasse sobre esse tipo de personagem porque eles tendem a ser negligenciados em ficção. eles são bastante comuns, não são muito heróicos. há a passividade, o fato de não ser capaz de assumir o controle de sua própria vida. e eu suponho que, tradicionalmente, em ficção você tem de ter pessoas que consigam ter controle de suas vidas para poderem fazer as coisas acontecerem na história. minha impressão é que muitas pessoas não conseguiam acreditar que alguém havia escrito um livro sobre alguém como elas.


...

nick hornby, aniversariante

folha de s. paulo: 26.03.2005


quarta-feira, abril 12, 2006
 

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packt like sardines in a crushd tin box [aka po pad]

radiohead

after years of waiting
nothing came
as your life flashed before your eyes, you realize
i'm a reasonable man, get off, get off my case, get off my case
i'm a reasonable man, get off my case, get off my case, get off my case
after years of waiting
after years of waiting
nothing came
and you realize you're looking in, looking in the wrong place
i'm a reasonable man, get off my case, get off my case, get off my case
i'm a reasonable man, get off my case, get off my case, get off my case
i'm a reasonable man, get off my case, get off my case, get off my case
get off my case
after years of waiting
i'm a reasonable man, get off my case, get off my case, get off my case
i'm a reasonable man, get off my case, get off my case, get off my case
i'm a reasonable man, get off my case, get off my case, get off my case
i'm a reasonable man, get off my case, get off my case, get off my case


 

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pearly

radiohead

how do you get your teeth so pearly?
children, dishes
white-washed faces
she runs from her the third world crying
yellow (feel it closing in)
milkshakes
from hard rock cafes (make it go away)
that's where (i feel it closing in)
she got her sweet tooth (make it go away)
for white boys
she runs from the third world, pearly
hurts me
darling hurts me
darling hurts me
darling hurts me


 
caro diário : nódoas

hoje, vindo para o mezanino, já mais atrasado do que de costume, ao passar em frente à uma obra, enquanto caminhava lendo o jornal que tinha acabado de comprar na banca do seu dito, um monte de cimento caiu em cima de mim.

isso mesmo : cimento.

olhei pra cima, um assustado homem me pediu desculpas, "não vi que você estava passando", blablabla.

ainda tive o desplante de dizer "tudo bem", ao invés de dizer que sentia vontade de matá-lo com um machado.

pensei em seguir em direção ao metrô daquele jeito mesmo, pensei no poema do manuel bandeira:

sai um sujeito de casa com a roupa de brim branco muito bem engomada, e na primeira esquina passa um caminhão, salpica-lhe o paletó ou a calça de uma nódoa de lama:

é a vida.


mas, enfim, eu não estava com roupa de brim branco, muito menos engomada, nem era lama.

era cimento.

malditas coincidências.

anyway.

voltei pra casa pra trocar de roupa.

é a vida.


terça-feira, abril 11, 2006
 
palavra do dia : inconsequente

sou um ano mais velho do que o seu correspondente e sinto-me jovem pelas razões exatamente opostas às dele. tenho trinta e oito anos e sinto-me mais novo cada ano, porque todos os anos estou mais próximo de nunca ter realizado coisa alguma na vida. a realização envelhece-nos. tudo tem o seu preço; o preço da realização é a perda da juventude. só a falta de objetivos e um modo de vida inconsequente - se a palavra "modo" pode ser aplicada a uma tal ausência de rumo - nos mantêm jovens.

não me casei e por isso mantive-me livre tanto dos prazeres especiais como dos cuidados próprios dessa espécie de parceira; e o bem e o mal desse estado são igualmente envelhecedores.

nunca assentei numa profissão ou num rumo de vida, nem sequer uma opinião que durasse mais do que o minuto passageiro em que foi defendida. nunca tive uma ambição que um belo dia (e lisboa tem sobretudo dias belos, em todas as estações) ou um vento leve não dissipassem e reduzissem a um sonho agradável e acidental.

nunca fiz um esforço real atrás de coisa alguma, nem apliquei fortemente a minha atenção exceto a coisas fúteis, desnecessárias e ficcionais. sinto-me jovem porque tenho vivido dessa maneira.


fernando pessoa, em esboço de carta (1926), no livro escritos autobiográficos, automáticos e de reflexão pessoal, editado por richard zenith.


domingo, abril 09, 2006
 

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[é, me identifico com diferentes gerações]

angeli : fsp : 08.04.2006


 

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jesus, segundo a desciclopédia:

[com imagem de allan sieber]

"um hippie sujo da esquerda festiva."

~ diogo mainardi, sobre jesus

jesus emanuel cristo de nazaré (0 - 33) foi um jovem judeu que viveu na palestina. acreditando ser o filho de deus, acabou sendo martelado num pedaço de madeira depois de dizer que seria bom se as pessoas fossem legais umas com as outras pra variar.


[vi o link pro texto sobre o hippie palestino no surra]


sexta-feira, abril 07, 2006
 

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[one of the best love songs ever]

[death on the stairs]

[libertines]

from way far across the sea
came an eritrean maiden she
had a one track mind and eyes for me
half blinded in the war

with a pale young anglican
who said he'd help her all he can
showed her jesus and his little un-holy friend
she had no mind to please him
just say 'ta-ra' and leave him behind

there's a little boy in a stairwell who says
"i hate people like you"
got matches & cable tv half of less than 50p
we all clambered over the balcony
banging on the window waking steve
bringing with a true love his un-holy friend
if you really need it
you just won't leave it behind

so baby please kill me
oh baby don't kill me
but don't bring that ghost round to my door
i don't wanna see him anymore

please kill me
oh baby don't kill me
but don't bang on about yesterday
i wouldn't know about that anyway

monkey asked the mouse before
if she loved anybody more than he
it turns you into stone
now i'm reversing down the lonely street
to a cheap hotel when i can meet the past
and pay it off and keep it sweet
it's sweet like nothing no
it's just like nothing at all

yes i've seen you there
how could i help but stare
it rips the heart out off your baby
now i've taken far too much to see
or think or touch what's real
i'm stranded on this street that
paved my only way home

you really need it oh
you just won't leave it behind

so baby please kill me
oh baby don't kill me
but don't bring that ghost round to my door
i don't wanna see him anymore

please kill me
oh baby don't kill me
but don't bang on about yesterday
i wouldn't know about that anyway
oh no

he got nothing he got nothing at all


...

pic by andrew kendall

...

bold by the waster


quinta-feira, abril 06, 2006
 
dear moz please help me

my face: as mean as my life has been.

ashamed of myself : as usual.


quarta-feira, abril 05, 2006
 
[e os gatos?]

uma notória incapacidade de expressar emoções torna os seres humanos os únicos animais capazes de cometer suicídio. um cão zangado não comete suicídio, morde a pessoa ou coisa que o fez ficar zangado, mas um humano zangado fica de mau humor em seu quarto e depois dá um tiro na cabeça, deixando um bilhete silencioso.

alain de botton : ensaios de amor

tradução : fábio fernandes